terça-feira, 8 de março de 2016

A HISTÓRIA DA IGREJA - ANDREW MILLER




Capítulo 1 - Verdades Fundamentais


Cristo, O Único Construtor de Sua Igreja

Cristo, porém, é também o Construtor de Sua igreja. O edifício contra o qual nenhuma artimanha ou poder do inimigo poderia jamais prevalecer é a própria obra de Cristo, embora muitas vezes lemos sobre outros edificadores que participaram dela. "Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja". É bom ser claro nesse ponto para que não confundamos o que o homem edifica com o que Cristo edifica. Isto pode trazer uma imensa confusão para a mente, tanto em relação à verdade de Deus quanto ao presente estado da Cristandade, a menos que a distinção entre elas seja claramente entendida. Não há a nada mais importante do que notar que aqui é Cristo o único Construtor de Sua igreja, apesar de Paulo, Apolo e todos os verdadeiros evangelistas terem sido pregadores que levaram pecadores a crer. A obra do Senhor nas almas dos crentes é perfeita. É uma obra real, espiritual e pessoal. Por meio de Sua graça em seus corações eles vão até Ele, como a uma pedra viva, e são edificados sobre Ele que está ressurreto dentre os mortos. Eles provaram que o Senhor é gracioso. Assim são as pedras vivas com as quais o Senhor edifica Seu templo santo, e as portas do inferno nunca poderão prevalecer contra isto. Assim, o próprio Pedro, e todos os apóstolos, e todos os crentes são edificados como uma casa espiritual. Quando Pedro fala desse edifício em sua primeira epístola, ele não diz nada sobre ele mesmo ser um construtor. Aqui Cristo é o Construtor. É a obra dEle, e dEle somente. "Edificarei a Minha igreja", disse Ele.

Vejamos agora, a partir da Palavra de Deus, o que o homem edifica, que materiais usa, e o modo como trabalha. Em 1 Coríntios 3 e 2 Timóteo 2 temos isto diante de nós. "Uma grande casa" é levantada pela instrumentalidade humana: que, de certo modo, é também a igreja, e a casa de Deus, como lemos em 1 Timóteo 3:15 da "casa de Deus, a igreja do Deus vivo". É também chamada de casa de Cristo em Hebreus 3"a qual casa somos nós". Mas a casa em breve se tornou tristemente corrompida pela fraqueza e maldade humana. A autoridade da Palavra de Deus foi deixada de lado por muitos, e a vontade do homem se tornou de máxima importância. O efeito da filosofia humana nas simples instituições de Cristo foi rápida e dolorosamente manifesta. Porém madeira, feno e palha nunca poderiam ser "bem ajustados" com o ouro, a prata e as pedras preciosas. A casa se tornou grandiosa no mundo, assim como a árvore de mostarda, em cujos galhos se encontra uma inconveniente morada para toda "ave imunda e odiável". A conexão com a "grande casa" dá ao homem um status no mundo, muito diferente do Mestre, que foi desprezado e rejeitado. O arquebispo está ao lado da realeza. Mas a igreja professa não é apenas exteriormente grande, sendo ainda mais pretensiosa ao tentar colocar o selo de Deus sobre sua própria obra ímpia. Essa é sua maior perversidade, e a fonte de sua cegueira, confusão e mundanismo.

Paulo, como um homem escolhido pelo Senhor para Sua obra, lançou os alicerces do "edifício de Deus" em Corinto, e outros edificaram sobre ele. Mas nem todos edificaram com material divino. O fundamento correto estava posto, e cada um deveria ver como edificava sobre ele. Em conexão com o verdadeiro fundamento, alguns podiam edificar com ouro, prata e pedras preciosas, e outros com madeira, feno e palha. Isto é, alguns podiam ensinar a sã doutrina e procurar por uma fé viva em todos os que desejassem entrar em comunhão, e outros podiam ensinar doutrinas erradas e receber à comunhão da igreja pessoas nas quais não havia fé verdadeira, mas sim a mera observância externa de ordenanças. Aqui a instrumentalidade, responsabilidade e falha do homem entram. No entanto, o próprio edificador pode ser salvo pela fé em Cristo, todavia sua obra é destruída.

Mas há ainda uma outra e pior classe de edificadores, que corrompe o templo do Senhor, e são eles mesmos destruídos. Citamos aqui, para a conveniência do leitor, a passagem integral. Nada poderia ser mais claro. "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo... Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá." (1 Coríntios 3:10-17)

Podemos ainda observar nas palavras do Senhor, "sobre esta pedra edificarei a Minha igreja", que Ele não havia começado a construir ainda: Ele está dizendo aos discípulos o que Ele ainda iria fazer. Ele não diz que já a edificou, ou que a está edificando, mas que irá edificá-la. Isto ele começou a fazer no dia de Pentecostes.

Mas há uma outra verdade ainda mais intimamente conectada com a história da igreja, e ligada à sua condição e caráter na Terra, que devemos observar antes de darmos prosseguimento à sua real história. Referimo-nos à verdade contida na expressão: "As chaves do reino dos céus".



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A HISTÓRIA DA IGREJA ANDREW MILLER - A PEDRA DO FUNDAMENTO


Capítulo 1 - Verdades Fundamentais

A Pedra do Fundamento


Ao iniciar o estudo de qualquer assunto, é bom que se conheça seus princípios - a intenção ou plano original, e o primeiro passo em sua história. Temos tais princípios da maneira mais clara e completa, em relação à igreja, nas Sagradas Escrituras. Lá temos, não somente a intenção original, mas os planos e especificações do grande Construtor, e o início da história do trabalho de Suas próprias mãos. O fundamento foi colocado, e o trabalho estava em andamento, mas o próprio Senhor era ainda o único Construtor: portanto, a este tempo, tudo era real e perfeito.


No final da dispensação dos judeus, o Senhor acrescentou o remanescente salvo de Israel à recém-formada igreja. No entanto, no final da presente dispensação - a dispensação da graça, ou dos cristãos - Ele levará todos os que creem em Seu nome para o Céu em corpos glorificados. Nenhum dos que pertencem à igreja serão agregados à congregação dos santos do milênio"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (1 Tessalonicenses 4:16-17).


 Este será o feliz fechamento da história da igreja na Terra - a verdadeira esposa de Cristo: os mortos ressuscitarão, os vivos serão transformados, e todos, em corpos glorificados, arrebatados juntamente nas nuvens para se encontrarem com o Senhor nos ares. Assim temos todo o limite da igreja definido, e todo o período de sua história diante de nós. Retornemos, porém, ao alvorecer de seu dia na Terra.


Sob a figura de um edifício, o Senhor introduz, pela primeira vez, o assunto acerca da igreja. E tão infinitamente precisas são Suas palavras, que podemos adotá-las como o texto, ou lema, de toda sua história. Elas têm sustentado os corações e esperanças de Seu povo em todas as eras, e em todas as circunstâncias, e serão sempre o baluarte da fé. O que pode ser mais bendito, mais tranquilizador, mais apascentador, que estas palavras? "SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA, E AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA ELA."


Em Mateus 16, o Senhor questiona Seus discípulos acerca do que andavam dizendo os homens sobre Ele. Isto leva à confissão de Pedro, e também à graciosa revelação do Senhor referente à Sua igreja. Pode ser interessante transcrever toda a conversa para nossas páginas, pois nos leva diretamente ao nosso assunto.


"E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (Mateus 16:13-18)


Aqui temos as duas principais coisas que estão conectadas ao edifício proposto - a Pedra do Fundamento* e o divino Construtor. "Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja""Mas, quem é, ou o que é, 'a pedra'?", alguns poderiam questionar. Claramente, a resposta é: a confissão de Pedro; não o próprio Pedro, como ensina a apostasia. Verdadeiramente, ele era uma pedra - uma pedra viva no novo templo; "Tu és Pedro" - tu és uma pedra. Mas a revelação do Pai, por Pedro, da glória da Pessoa de Seu Filho, é o fundamento sobre a qual a igreja é edificada - "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". A glória e a Pessoa do Filho ressurreto é a verdade revelada aqui. "To não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus". Imediatamente após a confissão de Pedro, o Senhor dá a entender Sua intenção em edificar Sua igreja, e afirma sua segurança eterna. "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."


Ele mesmo, a fonte da vida, não podia ser vencido pela morte. Mas, ao morrer como o grande Substituto pelos pecadores, Ele triunfou sobre a morte e a sepultura, e está vivo para sempre, como disse ao apóstolo João após Sua ressurreição: "E [sou] o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno."(Apocalipse 1:18). Quão majestosas e triunfantes são estas palavras! São palavras de um conquistador - de Alguém que tem poder, mas um poder sobre as portas do hades - o lugar dos espíritos separados de seus corpos. As chaves - símbolo de autoridade e poder - estão penduradas em Seu cinto. O golpe da morte pode cair sobre um cristão, mas o aguilhão dela se foi. Ela, agora, vem como uma mensageira de paz para conduzir o cansado peregrino para o descanso eterno da casa celestial. A morte não é mais mestre, mas sim serva do cristão. "Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso; seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro; tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus" (1 Coríntios 3:21-23)


A Pessoa de Cristo, então, o Filho do Deus vivo - em Sua ressurreição e glória - é o fundamento, o sólido e imperecível fundamento, sobre a qual a igreja é edificada. Como vivo dentre os mortos, Ele comunica vida em ressurreição a todos que são edificados nEle como a verdadeira pedra do fundamento. Pedro deixa isto claro em sua primeira Epístola: "E, chegando-vos para ele, pedra viva... sois vós também quais pedras vivas, edificados como casa espiritual" (1 Pedro 2:4-5). E mais adiante, no mesmo capítulo ele diz: "E assim para vós, os que credes, é preciosa", ou "uma honra", em outras versões (1 Pedro 2:7). Que possamos entender essas duas preciosas verdades em conexão com nossa "Pedra do Fundamento" - a vida divina e a preciosidade divina. Ambas são dadas e se tornam posse de todos os que colocam sua confiança em Cristo. "Chegando-vos a Ele", não a qualquer outra coisa; é à Pessoa de Cristo que devemos ir, e com a qual devemos estar ligados. Sua vida - vida em ressurreição - se torna nossa. A partir desse momento, Ele é nossa vida."Chegando-vos para ele, pedra viva... sois vós também quais pedras vivas, edificados como casa espiritual". A própria vida de Cristo, como o Homem ressuscitado, e tudo o que é Sua herança é também nossa. Oh, que surpreendente, maravilhosa e bendita verdade! Quem não desejaria, acima de todas as coisas, essa vida, e essa vida além do poder da morte - além das portas do hades? Uma vitória eterna está gravada na vida ressurreta de Cristo, que não pode nunca mais ser testada; esta é a vida do crente.


Porém, há mais que vida para cada pedra viva no templo espiritual. Há também uma preciosidade de Cristo. "E assim para vós, os que credes, é preciosa". Portanto, do mesmo modo como a vida de Cristo se torna nossa quando cremos nEle, assim também é Sua preciosidade. O princípio é o mesmo para ambos. A vida pode ser vista como nossa capacidade de desfrutar, e a preciosidade, como nosso título de possessão e herança nas alturas. Suas honras, títulos, dignidades, privilégios, possessões, glórias, são nossas - tudo é nosso nEle. "Para aqueles que creem Ele é a preciosidade". Que pensamento maravilhoso! "Ele amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Efésios 5:25). Tal é nossa Pedra do Fundamento, e tal a bem-aventurança de todos os que estão sobre a Rocha. Assim como Jacó, sendo peregrino e estrangeiro, descansou sobre a pedra no deserto, e todo o panorama das riquezas celestiais em graça e glória passaram diante dele (Gênesis 28).


(* Nota do tradutor. Do inglês rock foundationcorner stone (ver Eph 2:20 e 1Pe 2:6) ou foundation stone (explicação no link, em inglês)Pedra principal da esquina, ou pedra do fundamento. Do grego lithos akrogoniaios: pedra pertencente à esquina (extremo canto), ou pedra principal (aparece em Efésios 2.20 e 1 Pedro 2.6). Do hebraico eben pinnah: pedra angular, ou principal da esquina (aparece em Isaías 28:16 e Salmo 118:22). (Dicionário Strong de Grego e Hebraico) 





GÊNESIS 12 - A BÍBLIA COMENTADA DE NORMAN BERRY


O amor de Deus foi demonstrado ao dar o que Ele tinha de mais próximo de Si, por aquele que estava mais longe de Si.

GÊNESIS 12


Gn 12:1-5 O chamado de Abraão por Deus foi um chamado bem claro para que se separasse de tudo aquilo que o homem poderia considerar valioso - seu país - seu povo e sua família. Abraão pode ser uma figura do crente cuja cidadania está no céu (Fp 3:20, a onde a palavra "cidade" pode ser traduzida também como "cidadania") embora vivendo nesta terra. Abraão foi chamado a andar por fé, e a viver como um estrangeiro e peregrino na terra. Grandes eram as promessas que lhe foram feitas - versículo 2.


Gn 12:7 Há duas coisas para se notar. O Senhor apareceu a e quando chegou à terra de Canaã. Você também irá saber quando se encontra no lugar certo para adorar o Senhor. Em segundo lugar, ele edificou um altar ali, onde adorou a Deus. Houve uma resposta em seu coração.


Gn 12:10-20 Lembre-se sempre de que as pessoas na Bíblia que são tipos (figuras) do Senhor e de outras coisas importantes, eram apenas seres humanos que às vezes falhavam. Aqui lemos da segunda falha de Abraão. (A primeira foi quando ele parou em Harã, 11:31, ao invés de seguir todo o caminho até a terra de Canaã). Desta vez ele vai ainda mais longe, e o encontramos agora rumando para Egito (versículo 19), instruindo sua esposa a dizer uma mentira (nós crentes às vezes "empacamos" e às vezes vamos longe demais!).


O Egito é uma figura do mundo com todos os seus atrativos e sua cultura. Como crentes, estamos constantemente sendo tentados a voltarmos ao mundo. Abrão perdeu tempo ali, e sofreu, em certas coisas, o resto de sua vida por sua falha. Deus foi misericordioso para com ele e permitiu que enriquecesse. Que isto possa servir de aviso para nós.




12:1 ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 
12:2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 
12:3 E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. 
12:4 Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 
12:5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã. 
12:6 E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam então os cananeus na terra. 
12:7 E apareceu o SENHOR a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. 
12:8 E moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel, e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR, e invocou o nome do SENHOR. 
12:9 Depois caminhou Abrão dali, seguindo ainda para o lado do sul. 
12:10 E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra. 
12:11 E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista; 
12:12 E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida. 
12:13 Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti. 
12:14 E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios a mulher, que era mui formosa.
12:15 E viram-na os príncipes de Faraó, e gabaram-na diante de Faraó; e foi a mulher tomada para a casa de Faraó. 
12:16 E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. 
12:17 Feriu, porém, o SENHOR a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. 
12:18 Então chamou Faraó a Abrão, e disse: Que é isto que me fizeste? Por que não me disseste que ela era tua mulher? 
12:19 Por que disseste: É minha irmã? Por isso a tomei por minha mulher; agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te. 
12:20 E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha. 





domingo, 14 de fevereiro de 2016

CAPA "A BÍBLIA COMENTADA DE NORMAN BERRY - CHAPTER A DAY - O VELHO TESTAMENTO "


Gostaria de compartilhar a capa final do livro " A Bíblia Comentada de Norman Berry - Chapter a Day - O Velho Testamento". O livro está na fase final. Se o Senhor permitir estará disponível em março.






segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A HISTÓRIA DA IGREJA - BIOGRAFIA DE ANDREW MILLER



Andrew Miller era natural do vilarejo de Kilmaurs, Ayrshire (Escócia) onde nasceu em 27 de janeiro de 1810.

Ainda jovem, ele entrou na empresa Smith, Anderson & Co. em Glasgow, cuja filial em Londres ele veio a gerenciar. Mais tarde, essa empresa trocou de nome para Miller, Son & Torrance. O seu filho, Thomas B. Miller, igualmente um servo do Senhor, o seguiu na liderança dessa empresa. 


Ainda durante o seu tempo na diretoria de sua grande empresa, ele chegou a ser por um bom tempo pregador leigo em uma comunidade batista escocesa em Londres. Foi ele quem deixou construir a capela. Quando estava em Londres, pregava nessa sua capela, porém a metade de seu tempo estava ocupado em ajudar em ações evangelísticas em várias regiões do país. 


Conforme um relato próprio de Andrew Miller, nessa época ele foi convidado por um cristão de assistir uma reunião de estudo bíblico, que acontecia semanalmente na casa desse irmão. Ele aceitou o convite, mas, por ser esse tipo de reunião completamente desconhecido por ele, foi vestido de smoking. Descobriu, então, assustando que foi ele o único visitante vestido dessa forma! Inicialmente, todos foram à sala de jantar, e em seguida aconteceu o estudo da Palavra na sala de estar. Depois da oração, leu-se, com toda a reverência, uma passagem das Sagradas Escrituras e seguiu uma conversa bastante cativante, em cujo decorrer se explicava as verdades da Bíblia.


Andrew Miller descobriu que todas essas verdades ainda lhe eram completamente desconhecidas; esqueceu a sua vestimenta fora do normal e decidiu de visitar também o próximo estudo, caso o anfitrião o convidasse outra vez. Assim aconteceu, e enquanto frequentava semana após semana esses estudos, aprendeu mais e mais da maravilhosa verdade de Deus, dos Seus desígnios e dos Seus amor e graça na redenção. 


Assim chegou ao ponto que certo domingo nos anos 1852 ou 1853 declarou à sua comunidade, que não podia mais continuar a ser o pregador deles. A partir da semana seguinte, ele queria se reunir exclusivamente com aqueles que reconheciam e desejavam praticar os princípios bíblicos com respeito a se reunir no Nome do Senhor Jesus. A maior parte de sua comunidade voltou no próximo domingo, para se reunir desde então em separação do mal na base da unidade do Corpo de Cristo. A partir dessa época, Andrew Miller começou a ocupar um lugar cada vez mais estimado entre os irmãos com os quais agora era um.
Ele era um evangelista com um coração cheio de amor aos perdidos e para muitas almas idosas e jovens se tornou a ferramenta da conversão delas. Raras vezes anunciou o evangelho sem que lágrimas corressem por seu rosto, enquanto falava do amor do Senhor Jesus, tentando despertar as consciências de seus ouvintes. Foi bastante desgostoso para ele ver, quão pouco interesse pelo evangelho havia nas igrejas locais que visitava. 


Por outro lado, Andrew Miller, na sua condição de orador altamente dotado, também conseguia prender os seus ouvintes crentes de tal forma, que eram capazes de ouvir as suas pregações por um espaço de tempo extremamente prolongado sem que cansassem. 


Andrew Miller era amigo de C. H. Mackintosh e em conjunto com esse irmão publicou, a partir do ano 1858, durante muitos anos a revista mensal “Things New and Old” (“Coisas Novas e Velhas”). Nessas revistas, quer serviam de bênção para muitos, a verdade para os crentes foi explicada e exposta de maneira simples e clara, e ao mesmo tempo também de maneira minuciosa e carinhosa. Era também Andrew Miller que encorajou C. H. Mackintosh a escrever as suas “Notas sobre o Pentateuco”. Ele mesmo escreveu um prefácio a essa obra e financiou em grande parte a impressão. Miller publicou também  A História dos Irmãos, no qual narra a trajetória dos crentes que se apartaram do sistema religioso para se reunir somente ao nome do Senhor Jesus.


Andrew Miller também era amigo de John Nelson Darby. Quando esse último estava já em seu leito de morte, Andrew Miller estava seriamente doente e se encontrava em Bournemouth. Diariamente John Nelson Darby se informou do bem-estar de Andrew Miller. Aproximadamente um ano mais tarde, no dia 8 de maio de 1883, também Andrew Miller entrou no lar, para estar com o seu Senhor. Havia trabalhado muito para Ele e, antes de seu fim, ainda sofreu muito. Quando, no final de sua vida, olhou para o passado, contemplou o presente e viu o futuro diante de si, certa vez exclamou com bastante ênfase da profundeza de sua alma: “Não há nada que conte senão Cristo somente!”.


A HISTÓRIA DA IGREJA DE ANDREW MILLER - UM RESUMO DAS SETE IGREJAS


Um Resumo das Sete Igrejas


  • Éfeso: Em Éfeso o Senhor detecta a raiz de todo o declínio. "Deixaste teu primeiro amor". Ela é ameaçada a ter seu castiçal removido a menos que se arrependa. Período: da era apostólica até o final do segundo século.

  • Esmirna: A mensagem a Éfeso é geral, mas para Esmirna é específica. E, apesar de aplicada àquela assembleia naquele tempo, ela prefigura, de forma muito marcante, as repetidas perseguições pela qual a igreja passou sob os imperadores pagãos. No entanto, Deus pode ter usado o poder do mundo para deter o progresso do mal dentro da igreja. Período: do segundo século até Constantino.

Pérgamo: Aqui temos o estabelecimento do Cristianismo por Constantino como a religião do Estado. Em vez de perseguir os cristãos, ele os patrocina. A partir daí a queda da igreja avança rapidamente. Sua aliança profana com o mundo resultou em sua mais triste e profunda queda. Foi então que ela perdeu o verdadeiro sentido de sua relação com Cristo no Céu, e de seu caráter como peregrina e estrangeira na Terra. Período: do começo do quarto século até o sétimo século, quando o papado foi estabelecido*.


  • Tiatira: Em Tiatira vemos o papado da idade média, em semelhança à Jezabel, praticando todo o tipo de maldade, e perseguindo os santos de Deus, sob o disfarce de zelo religioso. No entanto, havia um remanescente temente a Deus em Tiatira, a quem o Senhor conforta com a brilhante esperança de Sua vinda, e com a promessa de poder sobre as ações, quando o próprio Senhor reinará. Mas a palavra de exortação ao remanescente é: "Mas o que tendes, retende-o até que eu venha" (Apocalipse 2:25). Período: do estabelecimento do papado até a vinda do Senhor. Este período vai até o fim, mas é caracterizado pela idade das trevas (idade média).

  • Sardes: Aqui vemos a parte Protestante da Cristandade que surgiu após a grande Reforma. As características falhas do papado desaparecem, mas o novo sistema não tem vida em si mesmo. "Tens nome de que vives, e estás morto" (Apocalipse 3:1). Mas há, ainda, verdadeiros santos dentro desses sistemas sem vida, e Cristo conhece a todos. "Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso" (Apocalipse 3:4). Período: do século XVI até hoje. Período marcado pelo início do Protestantismo após a Reforma.

  • Filadélfia: A igreja da Filadélfia apresenta um remanescente fraco, porém fiel à palavra e ao nome do Senhor Jesus. O que os caracterizava era o fato de guardarem a palavra da paciência de Cristo, e de não negarem Seu nome. A condição deles não era marcada por qualquer exibição de poder, nem de coisa alguma grande externamente, mas de uma próxima, íntima e pessoal comunhão com o Senhor. Ele está no meio deles como o Santo e o Verdadeiro, e é representado como sendo o dono da casa. Ele possui "a chave de Davi". Os tesouros da palavra profética estão disponíveis para aqueles que estão dentro. Eles estão também desfrutando de Sua paciência, e na expectativa de Sua vinda. "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra." Período: especialmente a partir da primeira parte do século XIX.

  • Laodiceia: Em Laodiceia temos mornidão - indiferença, latitudinarismo** ou ecumenismo - mas com altas pretensões, um espírito arrogante, e grande auto-suficiência. Este é o último estado daquela que leva o nome de Cristo sobre a Terra. Mas, que lástima! Isso é intolerável para Ele. Sua condenação final é chegada. Tendo separado, para Si mesmo, cada verdadeiro crente das corrupções da Cristantade, o Senhor os vomita de Sua boca. Aquilo que deveria ter sido doce a Seu paladar se tornou enjoativo, e é lançado fora para sempre. Período: começando quase em paralelo ao período de Filadélfia, mas especialmente próximo à cena final. Está ativa no período em que vivemos agora.

Tendo assim tomado uma visão geral das sete igrejas, devemos agora nos esforçar, com a ajuda do Senhor, a traçar brevemente estes diferentes períodos da história da igreja. Nosso propósito é examinar mais detalhadamente cada uma das sete epístolas enquanto avançamos com nosso estudo para que possamos verificar, à luz da Palavra, os diferentes períodos por elas referidos, e o quanto os fatos da história da igreja ilustram a história apresentada nas Escrituras nesses dois capítulos. Que o Senhor possa nos guiar, para o refrigério e bênção de Seus queridos.


(* O título "Papa" foi primeiramente adotado por Higino no ano de 139, e o Papa Bonifácio III induziu Focas, Imperador do Leste, a concedê-lo ao prelado de Roma em 606. Ainda com a conivência de Focas, a supremacia do papa sobre a igreja cristã foi estabelecida - Dicionário de Dados de Haydn)


(** Nota do tradutor: latitudinarismo é uma seita inglesa que sustenta a máxima tolerância religiosa e a doutrina de que todos os homens se salvarão. Similar ao universalismo}






GÊNESIS 11 - A BÍBLIA COMENTADA DE NORMAN BERRY


Deus nunca permite que Satanás atue em algo além da carne. 


GÊNESIS 11 Gn 11:1-9 Ligue estes versículos ao parágrafo acima.


 A palavra "Babilônia" nas Escrituras é também uma figura da corrupção idólatra. Israel foi levado cativo para a Babilônia porque desobedeceu a Deus e se tornou idólatra. O crente que brinca com o mundo perderá seu poder e se tornará cativo de Satanás. No dia da tribulação haverá uma corrupção idólatra que se manifestará até ao máximo logo antes do Senhor vir em poder e destruir tudo.


 A torre de Babel levou à dispersão do povo. Uma maneira de lembrar o que Babilônia representa é esta - "Egito" é o mundo de onde a "igreja" foi chamada para fora, e "Babilônia" é uma figura do mundo para dentro do qual a "igreja professa" acabou entrando.


 Gn 11:10-26 Repare como caiu a idade das pessoas. Matusalém viveu 969 anos (5:27), depois Arfaxade após o dilúvio (filho de Sem) - vers. 12-13, viveu 438 anos. Éber (versículos 16-17) viveu 464 anos, a maior idade após o dilúvio. Gn 11:20 Após a dispersão de Babel, Reú viveu 239 anos. A vida foi mais uma vez encurtada nos dias de Abraão, pois ele viveu 175 anos (25:7). No Salmo 90:10 Deus determinou 70 anos, e isso não mudou muito desde então. Mas o Senhor Jesus era para ser cortado na metade de Seus dias (Sl 102:24) ou cerca de 33 anos de idade. Gn 11:27-32 Abrão (mais tarde seu nome foi trocado para Abraão 17:5) nos é apresentado.


BÍBLIA ONLINE


11:1 E ERA toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala. 
11:2 E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
11:3 E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal. 
11:4 E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. 
11:5 Então desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; 
11:6 E o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. 
11:7 Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. 
11:8 Assim o SENHOR os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. 
11:9 Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra. 
11:10 Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio. 
11:11 E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos, e gerou filhos e filhas. 
11:12 E viveu Arfaxade trinta e cinco anos, e gerou a Selá. 
11:13 E viveu Arfaxade depois que gerou a Selá, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas. 
11:14 E viveu Selá trinta anos, e gerou a Éber; 
11:15 E viveu Selá, depois que gerou a Éber, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas. 
11:16 E viveu Éber trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue. 
11:17 E viveu Éber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas. 
11:18 E viveu Pelegue trinta anos, e gerou a Reú. 
11:19 E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos, e gerou filhos e filhas. 
11:20 E viveu Reú trinta e dois anos, e gerou a Serugue. 
11:21 E viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos, e gerou filhos e filhas. 
11:22 E viveu Serugue trinta anos, e gerou a Naor. 
11:23 E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos, e gerou filhos e filhas. 
11:24 E viveu Naor vinte e nove anos, e gerou a Terá. 
11:25 E viveu Naor, depois que gerou a Terá, cento e dezenove anos, e gerou filhos e filhas. 
11:26 E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor, e a Harã. 
11:27 E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló. 
11:28 E morreu Harã estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus. 
11:29 E tomaram Abrão e Naor mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá. 
11:30 E Sarai foi estéril, não tinha filhos. 
11:31 E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali. 
11:32 E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos, e morreu Terá em Harã.