domingo, 26 de junho de 2016

A HISTÓRIA DA IGREJA - ANDREW MILLER

Capítulo 1 - Verdades Fundamentais

A Parábola do Joio

"Mateus 13:24,25'Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo; Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se' - isso é exatamente no que se tornou a profissão cristã. Há duas coisas necessárias para a invasão do mal entre os cristãos. A primeira é falta de vigilância dos próprios cristãos. Eles se tornam descuidados, dormem, e o inimigo vem e semeia joio. Isto começou a acontecer logo no início da história da Cristandade. Encontramos essas sementes mencionadas até no livro de Atos dos Apóstolos, e cada vez mais nas Epístolas. A Primeira Epístola aos Tessalonicenses é a primeira que o apóstolo Paulo escreveu, e a segunda foi escrita pouco tempo depois. E nesta ele já fala que o mistério da iniquidade ja operava, e que se seguiriam outras coisas, como a apostasia e o homem do pecado, e que, quando a impiedade fosse plenamente manifesta (e não como opera agora, em segredo), então o Senhor colocaria um fim no iníquo e em todos os envolvidos com ele. O mistério da iniquidade parece ser semelhante ao joio mencionado aqui. Algum tempo depois, 'quando a erva cresceu e frutificou', quando o cristianismo começou a avançar rapidamente sobre a Terra, 'então apareceu também o joio'. Mas é evidente que o joio foi semeado quase imediatamente depois da boa semente. Sempre que Deus realiza uma obra, Satanás fica no pé. Quando o homem foi feito, ele deu ouvidos à serpente e caiu. Quando Deus deu a lei, ela foi quebrada antes mesmo de ser entregue nas mãos de Israel. Assim é sempre a história da natureza humana. "


"Assim o mal está feito no campo, e nunca reparado. O joio não deve ser retirado do campo no tempo presente: não há juízo para ele por enquanto. Isso significa que deve haver joio na igreja? Se o reino dos céus fosse a mesma coisa que a igreja não deveria haver nenhum tipo de disciplina: deveríamos permitir a imundície da carne ou do espírito ali. Eis a importância de saber distinguir a igreja do reino. O Senhor proíbe que o joio seja tirado do reino dos céus: 'Deixai crescer ambos juntos até à ceifa' (Mateus 13:30), isto é, até que o Senhor venha em juízo. Se o reino dos céus fosse a mesma coisa que a igreja, repito, então implicaria em nada menos que isso: que nenhum mal, seja ele flagrante ou simples, deveria ser colocado para fora da igreja {*no sentido de assembleia local em seu caráter terreno, uma vez que não é possível perder a salvação e ser tirado do corpo de Cristo. Ver http://aguapelapalavra.blogspot.com/2013/01/a-posicao-e-o-estado-do-crente.html} até o dia do juízo. Vemos, então, a importância da fazer essas distinções que tantos desprezam. Elas são totalmente importantes para a verdade e santidade. Não  existe nem mesmo uma única expressão  na Palavra de Deus que possamos ignorar.


"Qual é, então, o significado dessa parábola? Não tem nada a ver com a questão da comunhão da igreja. É do 'reino dos céus' que é falado aqui - o cenário da confissão cristã, seja verdadeira ou falsa. Assim gregos, coptas, nestorianos, católicos romanos, assim como evangélicos protestantes fazem parte do reino dos céus; não apenas os crentes, mas também as más pessoas que professam o nome de Cristo. Um homem que não é judeu nem pagão, e que professa exteriormente o nome de Cristo, está no reino dos céus. Ele pode até ser muito imoral e herege, mas não deve ser tirado do reino dos céus. Mas, seria correto recebê-lo à mesa do Senhor? Deus o proíbe! Se uma pessoa caída em pecado aberto estiver na assembleia, deve ser colocado para fora dela, mas não será colocada para fora do reino dos céus. De fato, isto só poderia ser feito tirando sua vida, arrancando o joio pela raiz. E é nisto que o cristianismo mundano caiu, em um espaço de tempo não muito longo após os apóstolos partirem da Terra. Punições temporais foram introduzidas para disciplina: leis foram criadas com o propósito de entregar o refratário para o poder civil. Se não honrassem a assim chamada igreja, aos desobedientes não seria permitido viver. Deste modo, o mesmo mal contra o qual o Senhor estivera protegendo seus discípulos continuou; o Imperador Constantino usou a espada para reprimir os ofensores da "igreja". Ele e seus sucessores introduziram penas temporais para lidar com o joio, tentando arrancá-los. Tome a "igreja" de Roma, onde vemos tamanha confusão entre a igreja e o reino dos céus: eles clamavam que, se um homem for herege, deveria ser entregue às cortes do mundo para ser queimado. Eles também nunca confessam ou corrigem o erro, pois fingem ser infalíveis. Supondo que as vítimas fossem realmente joio, isto seria tirá-los do reino. Se você arranca o joio do campo, você o mata. Podem haver homens lá fora profanando o nome de Deus, mas devemos deixar que Deus lide com eles."


"Isso não anula a responsabilidade cristã referente àqueles que estão à mesa do Senhor. Você encontrará instruções sobre tudo isso no que foi escrito sobre a igreja.'O campo é o mundo', a igreja engloba apenas aqueles que acredita-se serem membros do corpo de Cristo. Tomemos 1 Coríntios, onde temos o Espírito Santo mostrando a verdadeira natureza da disciplina eclesiástica. Suponhamos que haja cristão professos vivendo na prática do pecado; tais pessoas não devem ser consideradas, enquanto continuarem no pecado, como membros do corpo de Cristo. Um verdadeiro santo pode cair em pecado aberto, mas a igreja, sabendo disto, é responsável por intervir com o propósito de expressar o juízo de Deus sobre o pecado. Se deliberadamente permitissem tais pessoas a estar à mesa do Senhor, estariam efetivamente fazendo do Senhor cúmplice do pecado. A questão não é se a pessoa é convertida ou não. Se não convertidos, os homens não têm nada a ver com a igreja, e se convertidos, o pecado não deve ser ignorado. O culpado não deve ser tirado do reino dos céus, mas deve ser colocados para fora da assembleia (igreja local). Assim, o ensinamento da palavra de Deus é muito clara sobre essas duas verdades. É errado usar de punições do mundo para lidar com um hipócrita, mesmo que ele seja detectado. Devemos procurar o bem de sua alma, mas isso não é motivo para puni-lo. No entanto, se um cristão está em pecado, a igreja não deve suportá-lo, apesar de ser exortada a ser paciente no juízo. Mas devemos deixar os não convertidos para serem julgados pelo Senhor em sua vinda. "


"Este é o ensinamento da parábola do joio, que fornece uma visão muito solene da Cristandade. Assim como o Filho do homem semeou a boa semente, Seu inimigo semeou a má, que cresceu junto com o resto, e este mal não pode ser arrancado no momento presente. Existe uma solução para o mal que entra na igreja, mas não ainda para o mal no mundo."
(Trecho retirado dos Estudos sobre o  Evangelho de Mateus,  de William Kelly)


É perfeitamente claro, tanto das Escrituras quando da história, que o grande erro no qual caiu o corpo professante é a confusão quanto a essas duas coisas - o joio e o trigo; ou, de maneira prática, aqueles que foram admitidos, pela administração do batismo, a possuir todos os privilégios oficiais e temporais da igreja professa com aqueles que realmente se converteram e foram ensinados por Deus. Mas a vasta diferença entre o que podemos chamar de sistema sacramental e sistema vital deve ser claramente entendida e cuidadosamente distinguida, se quisermos estudar a história da igreja corretamente.
Outro erro, igualmente sério, segue como consequência. O grande e professo corpo se tornou, aos olhos e na linguagem dos homens, a "igreja". Homens piedosos foram atraídos por essa armadilha, de modo que a distinção entre a igreja e o reino foi, muito cedo, perdida de vista. Todos os lugares e privilégios mais sagrados da igreja professa foram, então, compartilhados tanto por pessoas piedosas quanto por ímpios. A Reforma falhou completamente em limpar a igreja dessa triste mistura, que tem sido transmitida a nós por sistemas como os Anglicanos, Luteranos e Presbiterianos, como fica claro pela forma do batismo. Em nossos dias, o sistema sacramental prevalece em um nível alarmante, e cresce rapidamente.O real e o formal, o vivo e o morto, são indistinguíveis nas várias formas do protestantismo. Infelizmente, e como isso é sério, há muitos na igreja professa - no reino dos céus - que nunca entrarão no Céu propriamente dito. Aqui encontramos tanto joio como trigo, servos maus e fiéis, virgens néscias e sábias. Embora todos os que foram batizados são contados no reino dos céus,apenas aqueles que forem vivificados e selados com o Espírito Santo pertencem à igreja de Deus.


Mas há ainda outra coisa ligada à igreja professa que exige um breve estudo aqui. É o princípio divino do governo na igreja, sobre o qual falaremos no próximo capítulo.


domingo, 15 de maio de 2016

A HISTÓRIA DA IGREJA - ANDREW MILLER

Capítulo 1 - Verdades Fundamentais


A Abertura do Reino dos Céus

O Senhor, de maneira especial, concedeu a Pedro a administração do reino, como vemos nos primeiros capítulos de Atos. O termo é tirado do Antigo Testamento (veja Daniel 2 e 7). No capítulo 2, temos o reino; no capítulo 7, temos o Rei. A frase "reino dos céus" aparece apenas no Evangelho de Mateus, no qual o evangelista escreve principalmente para Israel.


A vinda do reino dos céus em poder e glória à Terra, na Pessoa do Messias, era a natural expectativa de todo judeu fiel. João Batista, como precursor do Senhor, apareceu pregando que o reino dos céus estava próximo. Mas, em vez de receberem o Messias, os judeus O rejeitaram e crucificaram.Consequentemente, o reino, de acordo com as expectativas judaicas, foi deixado de lado. No entanto, ele foi introduzido de uma outra forma. Quando o rejeitado Messias ascendeu ao Céu, e tomou Seu lugar à direita de Deus, triunfante sobre todos os inimigos, o reino dos céus começou. Agora o rei está no Céu, e como Daniel diz, "o Céu reina", embora não abertamente. E, a partir do tempo em que Ele subiu até Seu retorno, este é o reino em mistério (Mateus 13). Quando Ele voltar novamente em poder e grande glória, será o reino manifesto.


A Pedro foi dado o privilégio de abrir esse reino para ambos judeus e gentios. Isto foi feito em sua pregação aos judeus, em Atos 2, e em sua pregação aos gentios, em Atos 10. Mas, novamente, devemos prestar atenção ao fato de que a igreja de Deus e o reino dos céus não são a mesma coisa. Sejamos claros, para começar, quanto a este ponto fundamental. A identificação falha das duas coisas têm produzido grande confusão de ideias e pode ser vista como a origem do puseísmo*, do papado, e de todo o sistema humano da Cristandade. Os comentários da próxima seção sobre a parábola do joio tratam diretamente desse assunto, apesar de se referirem a um período posterior ao dos primeiros capítulos de Atos.**


{*Movimento ritualista que visava a aproximar do catolicismo a igreja anglicana.}{**Lectures on the Gospel of Matthew. Por W. Kelly.} 



GÊNESIS 15 - A BÍBLIA COMENTADA CHAPTER A DAY


Gênesis 15 - Chapter a Day de Norman Berry



Antes de esperar receber Deus dá.

GÊNESIS 15


Gn 15:1 "Depois destas coisas". Depois de Abrão haver vencido aqueles reis, ele deve ter temido um contra-ataque. Por isso Deus o confortou com esta maravilhosa promessa, "Eu sou o teu escudo". Abrão também não quis tomar qualquer recompensa do rei (14:23), e agora Deus Diz a ele "Sou... o teu grandíssimo galardão". Proteção e recompensa. Veja Quem era o seu galardão!


Gn 15:2-16 Abrão queria um filho e um herdeiro. Será que seria ir longe demais ele falar disso a Deus? O versículo 6 nos mostra o quão próximo ele estava do Senhor. Deus gosta de nos ouvir pedir a Ele coisas que sejam para a Sua glória e nosso bem.

Gênesis 15
15:1 DEPOIS destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão. 
15:2 Então disse Abrão: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? 
15:3 Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. 
15:4 E eis que veio a palavra do SENHOR a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro. 
15:5 Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência. 
15:6 E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça. 
15:7 Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la. 
15:8 E disse ele: Senhor DEUS, como saberei que hei de herdá-la? 
15:9 E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. 
15:10 E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. 
15:11 E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. 
15:12 E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. 
15:13 Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, 
15:14 Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.
15:15 E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. 
15:16 E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia. 
15:17 E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades. 
15:18 Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; 
15:19 E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, 
15:20 E o heteu, e o perizeu, e os refains,                                                                                         15:21 E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. 



quarta-feira, 27 de abril de 2016

A HISTÓRIA DA IGREJA - ANDREW MILLER

CAPÍTULO 1

As Chaves do Reino dos Céus


Isso nos leva à já mencionada "grande casa" da profissão de fé cristã meramente externa. No entanto, devemos ter em mente que, apesar de intimamente conectados, o reino dos céus e a grande casa referem-se a coisas um tanto distintas. O mundo pertence ao Rei. "O campo é o mundo". Seus servos devem ir a semear. Como resultado, temos "uma grande casa", ou Cristandade.*


{* Os termos "igreja", "reino dos céus", e "grande casa" são bíblicos, e diferem um pouco em seus significados, como usados pelo Senhor e Seus apóstolos. O termo "minha igreja", como usado pelo Senhor, engloba apenas membros vivos e verdadeiros. O pensamento principal da expressão "reino dos céus" claramente se refere à autoridade do Senhor tendo ascendido às alturas. Todos os que professam sujeição a Ele pertencem a esse reino. Na "grande casa" vemos o mal em atividade, infiltrado no corpo professante por meio das falhas do homem, resultando em sua co-existência com o reino dos céus e com a igreja professante. Mas há ainda outro termo usado constantemente, e que não é encontrado nas Escrituras - a Cristandade. Trata-se de um termo eclesiástico, e originalmente indicava todos os que foram cristianizados, ou aquelas porções do mundo em que o Cristianismo prevalecia, distinguindo-as das terras pagãs ou maometanas. Mas agora, essa palavra tem sido usada como sinônimo dos outros três termos já mencionados. De modo geral, os quatro termos são usados para se referir à mesma coisa, apesar de serem originalmente diferentes em seu significado e aplicação. Mas onde não há confusão hoje em dia? 


Porém, quando tudo aquilo que é meramente nominal na Cristandade for varrido pelo juízo de Deus, o reino será estabelecido em poder e glória. Esse será o milênio.


Enquanto ainda falava com Pedro sobre a igreja, o Senhor acrescentou: "E eu te darei as chaves do reino dos céus". A igreja sendo construída por Cristo, e o reino dos céus sendo aberto por Pedro, são coisas muito diferentes. É um dos grandes porém comuns erros da Cristandade usar os termos como sinônimos, como se significassem a mesma coisa. Escritores teológicos de todas as eras, ao assumir que eles são iguais, escreveram sobre a igreja e o reino da maneira mais confusa possível. A menos que tenhamos algum conhecimento dos modos dispensacionais de Deus, não poderíamos jamais manejar, ou dividir, bem Sua palavra (2 Timóteo 2:15). Não podemos confundir aquilo que o próprio Cristo edifica com aquilo que o homem edifica instrumentalmente, por meio de coisas como pregação e batismo. A igreja que é o corpo de Cristo é edificada sobre a confissão de que Ele é o Filho do Deus vivo, glorificado em ressurreição. Cada verdadeira alma convertida deve tratar com o próprio Cristo antes de ter algo a falar à igreja. O reino é algo muito mais amplo, e se aplica a cada pessoa batizada - isto é, todo o cenário da profissão cristã, seja ela verdadeira ou falsa.


Cristo não diz a Pedro que lhe daria as chaves da igreja ou as chaves dos céus. Se o tivesse feito, poderia realmente haver algum motivo para o sistema maligno do papado. Mas Ele simplesmente diz: "Te darei as chaves do reino dos céus" - isto é, de uma nova dispensação. Chaves, como já foi dito, não servem para construir templos, mas para abrirem portas, e o Senhor concedeu a Pedro a honra de abrir a porta do reino, primeiramente aos judeus (Atos 2), e depois aos gentios (Atos 10). Mas a linguagem que Cristo utiliza ao falar de Sua igreja é de uma outra ordem. É simples, bonita, enfática e inconfundível. "Minha igreja".Que profundidade, que plenitude há nessas palavras. "Minha igreja"!Quando o coração encontra-se em comunhão com Cristo em relação à Sua igreja, existe uma compreensão de Suas afeições que palavras não têm o poder de expressar. Mas assim como são, gostamos de ponderar nestas duas palavras,"Minha igreja!", mas quem pode falar do quanto do coração de Cristo que está aí revelada? Novamente, pense nessas outras duas palavras: "Esta pedra", como se Ele tivesse dito: "A glória da Minha Pessoa, e o poder da Minha vida em ressurreição formam o sólido fundamento da 'Minha igreja'". E de novo: "Eu a edificarei". Vemos, assim, nessas sete palavras, que tudo está nas próprias mãos de Cristo, pois Ele é a "cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos." (Efésios 1:23)



GÊNESIS 14 - A BÍBLIA CHAPTER A DAY - NORMAN BERRY

Gênesis 14 - A Bíblia Chapter a Day 



GÊNESIS 14
A primeira guerra que é registrada na Bíblia. Abrão poderia ter dito - "bem isto serve de exemplo para Ló. Ele que cuide de si mesmo". Mas não.
Gn 14:14 Embora Ló fosse sobrinho de Abrão, ele é chamado de "seu irmão". Quão humilhado deve ter ficado Ló quando pensou no amor de seu tio. Mas ele ainda tinha Sodoma em seu coração pois quando foi resgatado voltou direto para viver lá! Que alvo é o mundo para nós quando tiramos os olhos do Senhor!
Gn 14:18-24 Melquisedeque é um belo tipo de Cristo como Sacerdote e Rei. Leia sobre ele em Hb 6:20 e 7:23-24. Cristo no milênio será igualmente Sacerdote e Rei.



Gênesis
14:1 E ACONTECEU nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim,
14:2 Que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar).
14:3 Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).
14:4 Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano rebelaram-se.
14:5 E ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, e aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim,
14:6 E aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã que está junto ao deserto.
14:7 Depois tornaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas, e também aos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.
14:8 Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim,
14:9 Contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, e Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.
14:10 E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.
14:11 E tomaram todos os bens de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se.
14:12 Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e os seus bens, e foram-se.
14:13 Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.
14:14 Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
14:15 E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.
14:16 E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.
14:17 E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) até ao Vale de Savé, que é o vale do rei.
14:18 E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo.
14:19 E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
14:20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. 
14:21 E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti.
14:22 Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra,
14:23 Jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;
14:24 Salvo tão-somente o que os jovens comeram, e a parte que toca aos homens que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte.






segunda-feira, 11 de abril de 2016

GÊNESIS 13 - A BÍBLIA COMENTADA DE NORMAN BERRY

Gênesis 13 - A Bíblia Comentada Chapter a Day



A justiça de Deus que poderia condenar o pecador é a mesma coisa que, em Cristo, justifica o pecador.


GÊNESIS 13



Gn 13:1-4 (12:10) Abraão "desceu" ao Egito. Aqui ele "subiu" ao seu altar. A completa restauração de Abraão (Salmo 23:3). Deus nos restaura, caso contrário simplesmente ficaríamos à deriva. Não havia altar (nem adoração a Deus) enquanto ele estava no Egito!


Gn 13:5-13 A grande riqueza que ele recebeu no Egito lhe traz mais problemas. Desta vez com seu sobrinho Ló. Todavia vemos um belo contraste, entre Abrão, o homem que andava por fé, e Ló que andava por vista. O que Abrão tinha de generoso Ló tinha de ganancioso. Ló era guiado por seus olhos, e que desastre isso lhe trouxe, pois foi morar em Sodoma. Os passos de Ló em sua descida são graduais, mas constantes. Versículo 10 "E levantou Ló os seus olhos, e viu". No versículo 11 ele escolheu toda a planície do Jordão. Versículo 12, habitou nas cidades da planície, e armou sua tenda indo em direção de Sodoma (14:12), habitou em Sodoma, (19:1) e sentou-se à porta (lugar de autoridade) de Sodoma. Leremos mais tarde do resultado dessa descida.


Gn 13:14-18 Quão diferentes foram os resultados para Abrão! Que herança gloriosa e duradoura era a sua! Colocando Deus em primeiro lugar, ele foi ricamente abençoado por Deus. Possamos colocar Deus em primeiro lugar, e desfrutar das bênçãos que temos! Notamos no versículo 10 que Ló usou seus olhos para fazer sua escolha. Mas no versículo 14, Deus estava para recompensar Abrão por haver esperado Nele, e Ele diz a Abrão para usar seus olhos para ver o que Deus iria lhe dar. Leia Is 64:4.




terça-feira, 8 de março de 2016

A HISTÓRIA DA IGREJA - ANDREW MILLER




Capítulo 1 - Verdades Fundamentais


Cristo, O Único Construtor de Sua Igreja

Cristo, porém, é também o Construtor de Sua igreja. O edifício contra o qual nenhuma artimanha ou poder do inimigo poderia jamais prevalecer é a própria obra de Cristo, embora muitas vezes lemos sobre outros edificadores que participaram dela. "Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja". É bom ser claro nesse ponto para que não confundamos o que o homem edifica com o que Cristo edifica. Isto pode trazer uma imensa confusão para a mente, tanto em relação à verdade de Deus quanto ao presente estado da Cristandade, a menos que a distinção entre elas seja claramente entendida. Não há a nada mais importante do que notar que aqui é Cristo o único Construtor de Sua igreja, apesar de Paulo, Apolo e todos os verdadeiros evangelistas terem sido pregadores que levaram pecadores a crer. A obra do Senhor nas almas dos crentes é perfeita. É uma obra real, espiritual e pessoal. Por meio de Sua graça em seus corações eles vão até Ele, como a uma pedra viva, e são edificados sobre Ele que está ressurreto dentre os mortos. Eles provaram que o Senhor é gracioso. Assim são as pedras vivas com as quais o Senhor edifica Seu templo santo, e as portas do inferno nunca poderão prevalecer contra isto. Assim, o próprio Pedro, e todos os apóstolos, e todos os crentes são edificados como uma casa espiritual. Quando Pedro fala desse edifício em sua primeira epístola, ele não diz nada sobre ele mesmo ser um construtor. Aqui Cristo é o Construtor. É a obra dEle, e dEle somente. "Edificarei a Minha igreja", disse Ele.

Vejamos agora, a partir da Palavra de Deus, o que o homem edifica, que materiais usa, e o modo como trabalha. Em 1 Coríntios 3 e 2 Timóteo 2 temos isto diante de nós. "Uma grande casa" é levantada pela instrumentalidade humana: que, de certo modo, é também a igreja, e a casa de Deus, como lemos em 1 Timóteo 3:15 da "casa de Deus, a igreja do Deus vivo". É também chamada de casa de Cristo em Hebreus 3"a qual casa somos nós". Mas a casa em breve se tornou tristemente corrompida pela fraqueza e maldade humana. A autoridade da Palavra de Deus foi deixada de lado por muitos, e a vontade do homem se tornou de máxima importância. O efeito da filosofia humana nas simples instituições de Cristo foi rápida e dolorosamente manifesta. Porém madeira, feno e palha nunca poderiam ser "bem ajustados" com o ouro, a prata e as pedras preciosas. A casa se tornou grandiosa no mundo, assim como a árvore de mostarda, em cujos galhos se encontra uma inconveniente morada para toda "ave imunda e odiável". A conexão com a "grande casa" dá ao homem um status no mundo, muito diferente do Mestre, que foi desprezado e rejeitado. O arquebispo está ao lado da realeza. Mas a igreja professa não é apenas exteriormente grande, sendo ainda mais pretensiosa ao tentar colocar o selo de Deus sobre sua própria obra ímpia. Essa é sua maior perversidade, e a fonte de sua cegueira, confusão e mundanismo.

Paulo, como um homem escolhido pelo Senhor para Sua obra, lançou os alicerces do "edifício de Deus" em Corinto, e outros edificaram sobre ele. Mas nem todos edificaram com material divino. O fundamento correto estava posto, e cada um deveria ver como edificava sobre ele. Em conexão com o verdadeiro fundamento, alguns podiam edificar com ouro, prata e pedras preciosas, e outros com madeira, feno e palha. Isto é, alguns podiam ensinar a sã doutrina e procurar por uma fé viva em todos os que desejassem entrar em comunhão, e outros podiam ensinar doutrinas erradas e receber à comunhão da igreja pessoas nas quais não havia fé verdadeira, mas sim a mera observância externa de ordenanças. Aqui a instrumentalidade, responsabilidade e falha do homem entram. No entanto, o próprio edificador pode ser salvo pela fé em Cristo, todavia sua obra é destruída.

Mas há ainda uma outra e pior classe de edificadores, que corrompe o templo do Senhor, e são eles mesmos destruídos. Citamos aqui, para a conveniência do leitor, a passagem integral. Nada poderia ser mais claro. "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo... Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá." (1 Coríntios 3:10-17)

Podemos ainda observar nas palavras do Senhor, "sobre esta pedra edificarei a Minha igreja", que Ele não havia começado a construir ainda: Ele está dizendo aos discípulos o que Ele ainda iria fazer. Ele não diz que já a edificou, ou que a está edificando, mas que irá edificá-la. Isto ele começou a fazer no dia de Pentecostes.

Mas há uma outra verdade ainda mais intimamente conectada com a história da igreja, e ligada à sua condição e caráter na Terra, que devemos observar antes de darmos prosseguimento à sua real história. Referimo-nos à verdade contida na expressão: "As chaves do reino dos céus".